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Category Archives: Terrorismo Eleitoral

A Rede Globo cometeu um grande erro ontem ao retirar do ar a propaganda institucional em homenagem a seus 45 anos (filme acima). A petezada, Marcelo Branco à frente (aquele da valorização das ações da Telebras), pago para criar ondas de opinião na rede, liderou a acusação estúpida de que se tratava de campanha subliminar para a candidatura do tucano José Serra. Na nota emitida, a Central Globo de Comunicação informa que a peça foi preparada antes de qualquer candidatura ou slogan criado. Mas, afirmou, suspendeu a sua veiculação para “não dar pretexto para ser acusada de ser tendenciosa”. Ou seja: nega o crime de que é acusada, mas reconhece a autoridade de seus autoproclamados juízes. A nota é um desastre de… comunicação!!!

BLog do Reinaldo Azevedo: http://migre.me/ybS8

A estupidez é de tal sorte que se chegou a falar que a Globo não comemorou 25 ou 35 anos… Por que comemoraria os 45? Trata-se, claro de uma mentira cretina. Aqui estão os vídeos dos 25 anos, dos 30 e dos 35 anos. Vale dizer: há 20 anos pelo menos — não encontrei referência anterior —, a globo faz campanha institucional pelos seus qüinqüênios ou lustros… Mas 45 não pode! É número tucano! Só se a emissora comemorar também algum programa que esteja fazendo 13 anos… Questão de isonomia!

O tal Branco, aquele da valorização das ações da Telebras, depois de verificar que a sua patrulha havia sido bem-sucedida, afirmou que sua chefe, Dilma Rousseff, não tinha nada a ver com a acusação, que era coisa da militância mesmo… Claro! Dilma é uma amante da liberdade de imprensa e de expressão, como sabemos. Ela está empenhada em convencer os veículos de comunicação dessa sua vocação libertária. Seus rapazes é que são muito zelosos às vezes.

Criar caso
O PT está se especializando em acuar os veículos da imprensa que os petralhas chamam “golpistas”, obrigando-os a admitir o que não fizeram, ameaçando-os com uma suposta corrente de opinião que, de resto, é falsa. Ontem, por exemplo, ficaram orgulhosíssimos do fato de 4.500 (!!!) internautas terem assistido à intervenção ao vivo de Dilma, depois de o “evento” ter sido alardeado ad nauseam pela “rede”. O quê? 4.500? Se eu tivesse só 4.500 leitores, creio que a VEJA diria: “Rei, Rei, você é um cara legal e tal, mas isso é muito pouco…” E seria mesmo uma merreca! Grandes veículos de comunicação estão confundindo barulho na Internet com leitor. São coisas muitos diferentes.

Tentaram fazer com a vinheta da Globo o que fizeram com a Folha no episódio da tal “ditabranda”. O editorial em questão nem mesmo assumia o conceito como válido — de resto, não foi inventado pelo jornal. Só para recuperar o trecho e contribuir para acabar com o mito inventado pelos subintelectuais petistas, escreveu-se lá:
Mas, se as chamadas “ditabrandas” -caso do Brasil entre 1964 e 1985- partiam de uma ruptura institucional e depois preservavam ou instituíam formas controladas de disputa política e acesso à Justiça-, o novo autoritarismo latino-americano, inaugurado por Alberto Fujimori no Peru, faz o caminho inverso. O líder eleito mina as instituições e os controles democráticos por dentro, paulatinamente.

Só o analfabetismo ou a má fé, ou a duas coisas somadas, podem sustentar que se está acatando o termo. O adjetivo “chamadas” deixa claro que é um conceito que está, digamos, no mercado das idéias, não necessariamente admitido pelo editorial. Mais: a palavra entre aspas evidencia essa conceituação alheia. O termo serviu para designar a forma que tomou a ditadura no Brasil, por exemplo, que, com efeito, foi muito diferente das outras ditaduras latino-americanas. E isso não quer dizer que tenha sido boa.

A gritaria dos “intelectuais” e da “rede” levou a Folha a uma espécie de mea-culpa, a que compareceram até alguns articulistas do jornal. Fábio Konder Comparato, este notável democrata, chegou a sugerir que o diretor de Redação da Folha pedisse perdão de joelhos. Como se fazia durante a revolução cultural da China maoísta! O “escândalo da ditabranda” nunca existiu! Foi inventado pelos petistas — que fingiram estar pessoalmente agravados pela suposta ofensa. Ainda que ela tivesse existido, quem os fez monopolistas da resistência à ditadura? Com quem os petistas estavam dividindo tamanha indignação? Certamente não era com Delfim Netto, um dos signatários do AI-5, em suas conversas com Lula, quando faz crer ao interlocutor que ele entende até de economia. Delfim é mesmo danado!

Mandaram-me dia desses, aliás, um comentário do tal Marcelo Branco, aquele da valorização das ações da Telebras, atribuindo ao tucano Eduardo Graeff a criação da palavra “ditabranda”… De fato, Graeff empregou certa feita a palavra num artigo, em tom crítico, justamente para descaracterizá-la. Se Branco estudasse um pouco e conseguisse pensar algo com mais de 140 toques, saberia que a expressão “ditabranda” é antiga e nem é criação brasileira. Pouco importa isso agora.

Quando os petistas querem sacanear a Folha, patrulhá-la, posando de vítimas, lá vem a pecha: “É o jornal da ditabranda”! Como a própria Folha, de algum modo, admitiu um erro que não cometeu, eles se consideram vitoriosos. E, agora, fizeram o mesmo com a Rede Globo. E não vão parar. O objetivo é acuar os veículos e empurrá-los para uma forma de autocensura. Os petistas pretendem ser aqui mais ou menos como aquelas polícias religiosas de algumas ditaduras islâmicas: estão sempre nas ruas para vigiar os costumes.

Colaboracionismo
Sua ação é bem-sucedida? Acaba sendo, sim. Desde meados da noite de ontem e até quando escrevo, a manchete de “Brasil” da Folha Online, do mesmo grupo que entrou na dança da “ditabranda” é esta: “Globo tira jingle do ar após PT críticar mensagem pró-Serra”. É claro que se trata de um absurdo porque a formulação acata como verdade aquilo que é uma fantasia do PT. A patrulhada Folha, como se nota, presta um serviço a seus patrulhadores.

Com o PT, como se nota, não tem ditabranda. Eles querem é ditadura mesmo! E seu trabalho pode ser facilitado pela sujeição voluntária.

PS – Ah, sim: os patrulhados podem se preparar. Lobos ficam viciados em cordeiro.

DILMA E OS CABOCLOS

Por Marco Massar 18/04/2010 às 19:19
A democracia é o único sistema de governo que distingue os homens dos animais, e os livres dos escravos. Trair a democracia é trair a dignidade humana. Dilma Roussef e seus comparsas-ministros lutavam para implantar no Brasil uma ditadura socialista como a cubana, salvou-nos o Exército brasileiro. Em seus esconderijos jamais se achou uma bandeira do Brasil; mas somente da URSS, China e Cuba. Isso fala por si.

Qual é o mérito em tentar trocar uma ditadura de direita por uma ditadura de esquerda, onde o povo sairia na pior, sem direito as suas propriedades e liberdades, vivendo apenas para sustentar a rica elite partidária que não trabalha (a Nomenklatura), como se viu em todas as ditaduras socialistas da História? Ou alguém acha que os cursos de guerrilha feitos por Zé Dirceu, Dilma e comparsas nas ditaduras comunistas como Cuba e URSS, eram para capacitá-los a implantar uma Democracia de livre mercado no Brasil?

Dilma, Vanucchi e Franklin Martins não contam ao nosso povo, que na ideologia deles não há liberdade de imprensa, de ir e vir, de propriedade, de escolha pessoal, ou tolerância para diferenças, desde a de opinião e até de sexualidade. Os milhares de gays, opositores e religiosos executados em massa nos porões socialistas, são verdades Históricas inegáveis.

O socialismo sempre fracassará, pois obriga até que se sonhe o sonho deles, e o sonho de cada individuo é único. Os milhões de ucranianos mortos de fome por Stalin por não aceitarem o domínio socialista, clamam até hoje. Igualmente aos 2,5 milhões mortos por Pol Pot no Cambodja, após a vitória comunista no Vietnã. Lembram?

O motivo alegado por Pol Pot: “Eles não aceitaram nossa forma de pensar!” (Pnon Pen, 1979.).

Dilma, FHC, Tarso Genro, Vanucchi, Franklin Martins, Lula e os demais, seguem a mesma ideologia socialista e escravizante de Pol Pot e Stalin; hoje convenientemente disfarçados em pseudo-democratas, como Lula, até chegar a hora certa.

Como dizem os caboclos da Mata Atlântica paulista: “A onça pia o macuco, mas pia feio”. Os brasileiros, como milhões de macucos vão caminhando alienados; sem distinguirem o “piado feio” das onças que os aguardam…

Email:: mmassar@uol.com.br

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva está usando a tragédia ambiental que alcançou as principais cidades do Estado do Rio de Janeiro para uma manobra escandalosa: conseguir, da Câmara e do Senado, aval para a concessão de créditos eleitoreiros em favor de órgãos do Executivo e empresas estatais através de Medida Provisória.

Blog do Noblat  http://migre.me/xPB7

Olavo de Carvalho – 19 de maio de 2008

Chamar o sr. Tarso Genro de terrorista e mentiroso, como o fez o deputado Jair Bolsonaro no memorável dia 15 de maio, é uma simples questão de rigor histórico.

Quanto ao primeiro desses qualificativos, o ministro, que participou ativamente de uma organização dedicada a atentados e homicídios – sob a desculpa de lutar contra uma ditadura que ele chamava de assassina mas colocando-se a serviço de outra ditadura incomparavelmente mais assassina -, continua alardeando sua fidelidade ao marxismo, doutrina explicitamente terrorista. Por definição, o porta-voz de uma doutrina terrorista é terrorista, mesmo depois que a idade e as circunstâncias o dispensaram da parte mais grosseira e suja do serviço.

Se o sr. Genro afirma que as práticas terroristas já não se justificam no presente quadro, é manifesto que tem em vista a mera questão da oportunidade tática, excluindo in limine qualquer condenação moral ao terrorismo em si; e é igualmente claro que mesmo sua restrição tática só se aplica ao Brasil, não a outros países da América Latina, de vez que até o momento nem ele, nem o governo que ele representa, nem o partido que os colocou no poder abjuraram jamais da declaração de apoio aos métodos terroristas das Farc, assinada em 2002 no Foro de São Paulo pelo sr. Lula da Silva, declaração que, para cúmulo de cinismo, rotulava de “terrorista”, isto sim, o combate movido contra a narcoguerrilha pelo Exército da Colômbia.

A qualificação de “ex-terrorista”, que a mídia adotou para embelezar a folha corrida de indivíduos como o sr. Genro, é artificiosa e descabida como o seria a de “ex-assassino”. Uma organização terrorista, por definição, não se compõe só dos paus-mandados que colocam bombas em locais onde elas inevitavelmente matarão transeuntes inocentes; nem só dos pistoleiros que armam tocaias para balear gente pelas costas; nem só dos heróicos assaltantes que, de metralhadora em punho, fazem tremer pálidas funcionárias de bancos. Uma organização terrorista é uma hierarquia camuflada e sutil que sobe desde esses bas-fonds até os altos postos da administração, da mídia e da diplomacia, de onde se estende sobre ela o manto protetor das meias-palavras e das desconversas, exatamente como os agentes políticos do Foro de São Paulo em Brasília fazem com as Farc, o MIR chileno e outras gangues de assassinos, seqüestradores e narcotraficantes. Se um soldado é dispensado da batalha, mas removido para posto administrativo, ele não foi para a reserva: está na ativa. Não é um ex-soldado, é um soldado. Se um terrorista já não tem de dar tiros e soltar bombas, mas continua mesclado à rede política que dá proteção ao terrorismo, não é um ex-terrorista: é um terrorista. Servindo ao governo do Foro de São Paulo, o sr. Genro é uma das peças fundamentais da mais imensa máquina terrorista que já existiu no continente. E é claro que por dentro ele se orgulha disso, desprezando e odiando aqueles que vêem aí algum motivo de desonra. Quando ele foi obrigado a ouvir calado as palavras verazes do deputado Bolsonaro, foi de cabeça baixa, mas não de vergonha, e sim de raiva, que ele se submeteu a esse humilhante ritual democrático do qual, como membro ilustre da Nomenklatura, estaria dispensado em Cuba ou na Coréia do Norte. E a raiva mal contida explodiu logo no dia seguinte, fazendo desabar sobre a pessoa do coronel Brilhante Ustra todo o insaciável desejo de vingança, todo o ressentimento insano que os terroristas de Brasília têm contra os militares que preferiram continuar servindo ao Brasil em vez de alistar-se nas tropas revolucionárias de Cuba.

Quanto ao qualificativo de mentiroso, qual outro caberia ao representante de um governo que, tentando ceder um Estado inteiro da Federação aos poderes internacionais, o faz não somente contornando como um ladrão furtivo a autoridade soberana do Congresso, mas usando como pretexto “científico” para a doação um laudo antropológico falso, assinado com nomes de pessoas que nem mesmo sabiam da sua existência?

O pronunciamento do deputado Bolsonaro só pecou por incompletude, que a brevidade explica. Primeiro, não é só o ministro Genro que é terrorista e mentiroso. O governo Lula está repleto deles. Segundo, esses indivíduos não são só terroristas e mentirosos: são traidores do Brasil, mercadores da soberania nacional. Subiram ao poder para doar Roraima aos globalistas, a Petrobrás à Bolívia, Itaipu ao Paraguai, as favelas do Rio às Farc e, por toda parte, terras produtivas à Via Campesina. Nenhum brasileiro lhes deve respeito. O simples fato de alguém como o general Heleno, o deputado Bolsonaro ou até um zé-ninguém como eu lhes dirigir a palavra já é honra que não merecem. Não digo que o lugar deles seja a cadeia, onde há delinqüentes recuperáveis. Nem o cemitério, onde repousam defuntos virtuosos. Nem o lixo, que pode ser reciclado. Não, não há no mundo um espaço apropriado para eles. Talvez somente o inferno os abrigasse. Foi por isso que criaram o Foro de São Paulo. Cada um deles é agora o homem certo no lugar certo.

Canavial em Borebí-SP é destruído em mais uma ação do “Abril Vermelho”

Usar de todos os meios para derrubar a ditadura e convocar eleições gerais livres e abertas a todos os partidos.

Seria patriótico e democrático, se não fosse mentira. O objetivo da luta armada no Brasil era trocar uma ditadura por outra, baseada na revolução cubana. Zé Dirceu, Dilma e Tarso Genro se orgulham disto. Cegos de fé, juventude e generosidade, sonhavam com uma ditadura legitima, do bem, porque do povo, do proletariado. Também acreditei nisto, como muitos jovens oprimidos e ingênuos, até que a razão, os fatos e a história me convenceram do engano.

Mas uma loba guerrilheira nunca vai admitir que, além de um erro estratégico e político, a sua luta e o sacrifício de tantos companheiros eram para instituir uma ditadura socialista no Brasil. Dirá que foi pela liberdade do povo. A mesma que os cubanos têm hoje? Ninguém ousa lhe perguntar.

Muitos dos seus ex-companheiros de armas, graças à democracia, ocupam postos importantes no governo, e reconhecem que a luta armada foi um erro de avaliação, talvez por excesso de juventude e generosidade. Mas ela nunca reconhecerá, nem que a vaca tussa. Ela não abandonou o barco nem fugiu da luta, não avaliou que seu sacrifício e de tantos companheiros poderia se voltar contra eles, como uma greve de fome, e até atrasar o processo de redemocratização. Mas, para versões bolcheviques de velhos hippies de rabo de cavalo, parece que o sonho não acabou.

Cordeiro em pele de lobo, Lula, o raposão, jamais sonhou com uma cubanização do Brasil. Cresceu e se desenvolveu como sindicalista por sua inteligência e capacidade de negociação. Loba em pele de loba, ela se acostumou a planejar e a mandar — e obedecer ao chefe — no que deve ser competente: é condição indispensável a uma gestora de gestores.

Lula também tem um lado lobo, quando esbraveja e bravateia nos palanques, mas deve as maiores conquistas do seu governo, e sua popularidade, à sua formação e aptidão de grande negociador, que o levou a harmonizar partidos, corporações e interesses conflitantes para o sucesso de seus programas econômicos e sociais. Mas a loba ama a luta.

O presidente Lula virá ao sul Bahia, no dia 26, para inaugurar a 1° trecho do Gasene, e poderá ser recebido sob protestos dos produtores de cacau, que estão insatisfeitos com a lentidão do Programa de Aceleração do Crescimento criado pelo governo federal para o setor (o PAC do Cacau).

É inusitada a situação da deputada Stela Farias, do PT, porque a parlamentar não consegue administrar seus próprios bens há quase três anos, desde que o Ministério Público ajuizou ação cível para obrigá-la a devolver R$ 3 milhões do Fundo de Aposentadoria dos Servidores Municipais da Prefeitura de Alvorada, dinheiro investido no falido Banco Santos. O processo está nos memoriais.

Qual será a ligação de:

Banco Santos + Stela Farias+ PT+Mensalão=??????

Fonte: http://migre.me/punV

PETISTAS JÁ DEFLAGRARAM A TENTATIVA DE BAGUNCISMO EM SP DE OLHO NAS URNAS. GREVISTAS DA APEOESP FERRAM AS CRIANÇAS E GRITAM: “DIL-MA; DIL-MA”!!!

Blog do Reinaldo Azevedo:  http://migre.me/pudm


O fonoaudiólogo Gregory Bloch ensina Dilma a pronunciar ‘companheiroç’ e ‘brafileiroç’ com o charme da língua ‘pleça’

Fontes ligadas ao PT manifestaram um entusiasmo apenas moderado com os resultados das pesquisas eleitorais que serão divulgadas esta semana. Dados do Ibope e do DataFolha relativos à corrida presidencial de 2010 indicariam que a candidata petista chegou a um empate técnico com o governador de São Paulo, José Serra. A moderação se explicaria pelo fato de Dilma ter entrado na campanha em 1997, enquanto Serra já deixou claro que só anunciará sua intenção de concorrer em julho de 3012 – e mesmo assim, somente se o tataraneto3 de Aécio Neves concordar em ser vice em sua chapa. Diante deste quadro, pessoas ligadas à campanha de Dilma julgam que ela já deveria ter ultrapassado o governador. Em reunião de emergência, o marqueteiro do PT, João Santana, teria sido enfático. Fontes presentes no encontro ouviram-no dizer que “com essa dicção perfeita ela não vai chegar a lugar nenhum.” Santana deixou claro que, caso Dilma não comece logo a falar com a língua presa, ele abandonará a campanha. Observadores avaliam que esta seria a última cartada da ministra. Nos últimos doze meses, ela já fez uma cirurgia plástica, maquiou inaugurações de obras públicas, mudou o penteado e, com muito esforço, aprendeu a sorrir. “Nada disso se compara a uma boa língua presa”, declarou o senador Aloizio Mercadante, que reconhece ter perdido a última eleição para o governo de São Paulo por ter passado a campanha inteira escandindo com perfeição cada sílaba pronunciada. Pesquisas encomendadas por Santana deixam claro que a língua presa do presidente Lula é um ativo tão valioso quanto as pintas nos rostos de Cindy Crawford e Eri Johnson. “Contrataremos um fonoaudiólogo para ensinar Dilma a falar ‘companheiroç’ e ‘brafileiroç’”, disse uma pessoa próxima a Santana, “além de um profissional que a ajude a inventar metáforas futebolísticas.” Assustado, José Serra teria contratado a empresa Mega Hair e, em breve, aparecerá em público com o topete de Fernando Henrique Cardoso e Itamar Franco.

Fonte: http://migre.me/pu1D

Duas semanas depois de criado no Facebook, o grupo “Eu não quero Dilma Roussef para presidente” já se aproxima dos 20 mil participantes.

http://migre.me/mMeD

A mentira entorta a boca petista: ao contrário do que afirma o líder do governo na Câmara, Cândido Vacarezza (PT-SP), o tesoureiro do partido, fundador e ex-diretor João Vaccari Neto entrou para o conselho fiscal da Cooperativa Nacional dos Bancários em 1998. Vacarezza rebateu as acusações de suposto desvio de R$ 31 milhões para o PT, alegando que Vaccari só “entrou em 2005” e para “sanear as contas”.

Fonte: http://migre.me/mM65


A ministra da Casa Civil e candidata à sucessão de Lula, Dilma Rousseff, receberá um salário do PT depois que deixar o cargo no final do mês para disputar as eleições. A informação foi confirmada pelo presidente nacional da sigla, José Eduardo Dutra.

. Segundo o jornal Folha de S.paulo, o mais provável é que ela receba uma remuneração de cerca de R$ 10 mil, valor próximo ao que recebe como ministra, R$ 10.748 brutos. O PT também alugará dois imóveis para Dilma em Brasília: um escritório político e uma casa.

. De acordo com o presidente da sigla, Dilma sairá da Casa Civil em 29 ou 30 de março. Em seu lugar assumirá a secretária-executiva, Erenice Guerra, braço direito da candidata.

José Carlos Blat diz não ter dúvida de que uma fatia desse montante foi destinada a campanhas eleitorais do partido

Pode ultrapassar R$ 100 milhões o total do desvio de recursos da Cooperativa Habitacional dos Bancários (Bancoop), calcula o promotor de Justiça José Carlos Blat, da 1ª Promotoria Criminal da Capital. “A movimentação sob suspeita indica que o rombo supera R$ 100 milhões”, disse Blat, após análise parcial de 8,5 mil extratos bancários da cooperativa, relativos ao período de 2001 a 2008.

Blat está convencido de que uma fatia do montante foi destinada a campanhas eleitorais do PT – ele não aponta valores exatos que teriam tomado esse rumo porque, alega, depende de investigações complementares.

Na sexta-feira, o promotor requereu a quebra do sigilo bancário e fiscal de João Vaccari Neto, que presidiu a cooperativa até fevereiro, quando deixou o cargo para assumir o posto de tesoureiro do PT. Também foi pedida uma devassa nos investimentos de dois ex-diretores da entidade, Ana Maria Érnica e Tomás Edson Botelho Fraga. O promotor quer o bloqueio das contas da Bancoop.

“Que houve desvio eu não tenho mais dúvida alguma”, diz o promotor, após dois anos e meio de apuração. “Os dirigentes da cooperativa transformaram-na em negócio lucrativo, utilizando os benefícios da lei para lesar milhares de cooperados que aderiram através de contratos para a construção de moradias. Uma parte desse dinheiro foi para o PT, outra parte para o enriquecimento ilícito de ex-dirigentes da Bancoop.”

Ele identificou “milhares de movimentações financeiras fraudulentas visando a ludibriar os cooperados”. O promotor identificou “operações inusitadas, obviamente para mascarar o desvio de dinheiro para caixa 2 de campanhas eleitorais”.

REPASSE

O inquérito revela que um ex-presidente da cooperativa, Luiz Eduardo Malheiro, tinha participações como sócio-cotista da Germany Comercial e Empreiteira de Obras Ltda, responsável pela construção dos empreendimentos da Bancoop. Malheiro fazia parte da diretoria da Mirante Artefatos Ltda, contratada da Bancoop para fornecimento de concreto. Ele morreu em novembro de 2004, em acidente de carro em Petrolina (PE). Ao Ministério Público, seu irmão, Hélio Malheiro, afirmou que “muitas vezes se via obrigado a entregar valores de grande monta” para o PT.

O rastreamento bancário aponta repasses da Germany para o partido. “A doação efetuada pela Germany para o comitê financeiro do Partido dos Trabalhadores tem apenas aparência lícita, pois foi uma forma fraudulenta de burlar a legislação eleitoral que os dirigentes da Bancoop, que pertencem a referido partido político, encontraram para beneficiar seus candidatos”, diz Blat.

“Os dirigentes da Bancoop, através de empresa de fachada, operaram esquema de caixa 2 para fomentar campanhas eleitorais”, afirma. “O exame dos documentos bancários indica que a cooperativa emitia cheques, valendo-se do expediente de saques na boca do caixa, sem indicar o destinatário e tampouco constando a identificação dos portadores. Cerca de 40% da movimentação das contas da Bancoop teve os recursos sacados em dinheiro.”

REAÇÃO

Vaccari lançou um desafio. “Blat tinha que colocar o que diz nos autos. O fato é que não existe nenhum processo contra dirigentes da Bancoop na época, nem contra mim, nem contra outros. Ele faz agitação eleitoral, mas não coloca nada nos autos. É inalienável o direito de defesa de qualquer cidadão.”

Para o advogado da Bancoop, Pedro Dallari, “é maluquice” a estimativa dos R$ 100 milhões. “Eu não sei nem de onde ele tirou isso. Hoje a cooperativa é credora, ela tem a receber dos cooperados.” Dallari aponta “erro infantil” no exame dos cheques. “Ignoraram o que é movimentação interbancária.”

“A cooperativa é sujeita a controles e auditoria permanente. Todos os balanços e as demonstrações financeiras são verificadas. É evidente que não poderia haver uma única transferência para o PT que não fosse transparente”, diz o criminalista.

Fonte: http://www.estadao.com.br

O recém-escolhido tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, está tecnicamente certo quando diz que nunca tinha sido acusado de nada nem responde a processo algum, civil ou criminal, por sua atuação na Cooperativa Habitacional do Sindicato dos Bancários de São Paulo (Bancoop), de que foi diretor financeiro (entre 2003 e 2004) e presidente (de 2005 até fevereiro passado). Mas os seus protestos de inocência só se sustêm graças à letárgica andadura da Justiça brasileira. Datam de setembro de 2006, há 3 anos e meio portanto, as primeiras denúncias de irregularidades na cooperativa, levantadas pelo Ministério Público (MP) do Estado. Em 2007, foi aberto inquérito criminal para apurar delitos da entidade, como superfaturamento de obras, apropriação indébita, desvio de verba e formação de quadrilha. No ano seguinte, uma testemunha disse ao MP que recursos desviados da Bancoop ajudaram a financiar clandestinamente a vitoriosa campanha presidencial de Lula em 2002.

A testemunha, Hélio Malheiro, era irmão de um ex-presidente da cooperativa, Luiz Eduardo, falecido em um acidente de carro em 2004, juntamente com dois outros dirigentes da instituição. Dizendo-se ameaçado de morte, Hélio foi acolhido no Programa de Proteção a Testemunhas do governo paulista. O seu depoimento foi crucial para o MP caracterizar a Bancoop como uma “organização criminosa” e solicitar a quebra do seu sigilo bancário, como foi noticiado em junho de 2008. Só na semana passada, porém, o promotor responsável pelas investigações, José Carlos Blat, recebeu o papelório ? mais de 8 mil páginas de registros de transações entre 2001 e 2008. E foi com base nessa documentação que ele pediu, na última sexta-feira, o bloqueio das contas da Bancoop e a abertura dos dados bancários e fiscais de João Vaccari Neto, acusando-o de “gestão fraudulenta”.

A apropriação para fins pessoais e políticos dos recursos dos cooperados, fundos de pensão e empréstimos captados pelo sindicato dos bancários transformou 400 famílias em vítimas do conto da casa própria: os imóveis que compraram na planta não foram construídos, mas os lesados continuaram a pagar as respectivas prestações. Segundo a revista Veja, que teve acesso aos autos do inquérito, a Bancoop sacou em dinheiro vivo de suas contas pelo menos R$ 31 milhões. Outros cheques, somando R$ 10 milhões, favoreceram uma empreiteira formada por diretores da entidade, que, por sinal, era sua única cliente conhecida. O responsável pelas obras da cooperativa disse que os pagamentos eram superfaturados em 20%. “Os dirigentes da Bancoop”, apurou Blat, “sangraram os cofres da cooperativa em benefício próprio e também para fomentar campanhas políticas do PT.”

A prova mais gritante foi o R$ 1,5 milhão pago entre 2005 e 2006 ? quando a instituição estava praticamente quebrada ? a uma firma espectral de serviços de segurança, então de propriedade de Freud Godoy, na época segurança de Lula. Cada qual a seu modo, Godoy e Vaccari se envolveram no escândalo do dossiê, a compra abortada pela Polícia Federal de material supostamente incriminador para candidatos tucanos na campanha de 2006. Quando a operação fez água, Lula chamou os seus autores de “aloprados”. Pelo dossiê, os petistas pagariam R$ 1,7 milhão. Nunca se descobriu de onde veio a dinheirama. À luz do que já se sabe das falcatruas da Bancoop, ela pode ter sido a fonte pagadora da baixaria. Tão logo entregou parte da bolada aos encarregados de comprar o dossiê, foi para Vaccari que ligou um dos cabeças da operação, Hamilton Lacerda, então assessor do senador Aloizio Mercadante.

Mas Vaccari não é o primeiro elo da cadeia. Ele deve a sua carreira ao companheiraço Ricardo Berzoini, que presidia o PT até poucas semanas ? e, como tal, foi acusado de autorizar a compra do dossiê. Berzoini alçou o bancário Vaccari à presidência do sindicato da categoria, em 1998. Em 2004, Berzoini salvou a Bancoop da falência, ajudando-a a levantar no mercado R$ 43 milhões ? via fundos de pensão de estatais comandados por petistas do grupo dele e de Vaccari. A Polícia Federal chegou a abrir inquérito sobre o prejuízo imposto aos fundos para favorecer a Bancoop. A rigor, nenhuma surpresa, considerando a folha corrida do PT. Mas, a cada escândalo, mais se aprende sobre a destreza com que a bandidagem petista se apossa do dinheiro alheio para chegar lá ? e ali se manter.

por Dora Kramer

Em princípio, nenhum inconveniente há no fato de a ministra-chefe da Casa Civil comparecer a uma inauguração de obra custeada exclusivamente com recursos de governo estadual.
Governadores, prefeitos, qualquer um pode convidar a ministra Dilma Rousseff ou quem quer que seja para suas festividades oficiais.
Na condição de mera candidata não haveria nada demais na presença da ministra Dilma Rousseff na entrega do Hospital da Mulher Heloneida Studart à população de São João de Meriti, na Baixada Fluminense.O governador Sérgio Cabral Filho faz a gentileza que quiser para quem bem entender.
Desde que não o faça ao molde de campanha política financiada pelo contribuinte, bem entendido. Nem dentro muito menos fora do prazo permitido para propaganda de candidatos.
Por um motivo bem objetivo: isso fere a Lei Eleitoral e afronta a Constituição no que tange à obrigação de o poder público se pautar pelos princípios da impessoalidade, probidade e transparência.
Impessoalidade significa governar para todos igualmente sem privilégios partidários, de amizade, parentesco ou de quaisquer interesses que não o desempenho da função.
Probidade significa o uso dos recursos públicos com lisura e em benefício do público pagante.
Transparência implica conduta franca, relação de confiança com o eleitor que lhe conferiu a delegação por voto e o contribuinte que sustenta suas atividades.
Nenhum desses preceitos foi observado no último domingo na cerimônia em que o governador recebeu Dilma Rousseff no primeiro ato estrelado por ela sem a companhia do presidente Luiz Inácio da Silva, desde que foi sagrada pré-candidata do PT à Presidência da República no congresso do partido, em 19 de fevereiro.

O governo do Rio de Janeiro organizou um comício, chamou ministro, prefeitos, deputados, vereadores. Pôs uma obra estadual a serviço de uma candidatura em evento com carros de som, militância, discursos de exaltação, manifestações de apoio, distribuição de lanches e desfaçatez suficiente para sustentar a negativa de que houvesse intenção eleitoral.

Distante alguns quilômetros, a Petrobrás patrocinava uma manifestação em plena praia de Copacabana a pretexto de anunciar uma parceria da empresa com a Secretaria Nacional de Políticas para Mulheres.
Desde quando uma ação dessa natureza requer um ato público com direito a discurso da diretora de Gás e Energia exaltando os talentos da “nossa candidata”?

Desde que o presidente Lula passou a testar repetidamente as balizas da Justiça Eleitoral e obteve em resposta a absoluta leniência do Tribunal Superior Eleitoral para com ações de cunho eleitoral acrescidas de uso explícito da máquina pública em prol de uma candidatura.

Na Baixada, o governador celebrava a possibilidade da eleição “dessa mulher”, nas palavras dele, comandante “do processo de transformação do Brasil como nunca se viu antes”. Desnecessário citar o nome, pois ela estava ali mesmo e era objeto dos pedidos de votos feitos por militantes partidários e integrantes de ONGs.

Tudo devidamente registrado nos jornais.

Tudo em completo desacordo com o que dizia o presidente do TSE, ministro Carlos Ayres Britto, em entrevista que circulava na edição daquele mesmo dia no Estado.

“Este não é o momento de impulsionar candidaturas”, pregava Ayres Britto, explicando que a proibição existe para evitar a “perturbação” do funcionamento da máquina pública, porque a propaganda antecipada propicia a mistura de atos administrativos com campanha eleitoral.

Cruzamento de propósitos este que, segundo o presidente do TSE, “viola o princípio constitucional da impessoalidade e torna desequilibradas as forças dos candidatos”.

Entrou no detalhe: “O que se proíbe é que as chefias executivas passem a administrar a máquina pública na perspectiva de uma candidatura e de uma sucessão, aproveitando a entrega de obras para incensar candidatos.”

É fácil ligar a tese defendida pelo presidente do TSE à realidade corrente, pois não?

A chefia do Executivo federal há praticamente dois anos administra a máquina pública na perspectiva de uma candidatura e de uma sucessão, aproveitando obras para incensar a candidata por intermédio da qual o presidente Lula quer dar prosseguimento ao seu projeto de poder.

Ainda que não cite nomes, é evidente a referência do ministro Ayres Britto. Mesmo assim, a Justiça Eleitoral tem considerado insuficientes as provas apresentadas pela oposição em seus recursos ao tribunal, por se basearem em relatos da imprensa.
É de se perguntar como seriam documentadas as evidências de outro modo.
Na prática, a sem-cerimônia do presidente da República já produziu seus efeitos como se viu no domingo, no Rio.

Outras transgressões do mesmo gênero virão e o que se avizinha é que a Justiça Eleitoral, tão rigorosa com governadores, prefeitos e vereadores cassados por abuso de poder, acabe vendo o método Lula de transgredir e não sua pretendida austeridade prevalecer nessa campanha.

O Palácio do Planalto pagou R$ 2 milhões por pesquisas para medir a popularidade de programas do Governo Lula e, em especial, “de ações às quais a imagem da ministra Dilma Roussef está mais associada”, como escreve a Folha de São Paulo.

Entre os resultados, uma conclusão nada surpreendente, óbvia até: na avaliação negativa do Governo, o que mais pesou foi “corrupção”. Nem se precisa esmiuçar a presepada: os R$ 2 milhões de reais já são, de per si, corrupção do processo eleitoral, gastos sem rebuços para favorecer uma das candidaturas à Presidência da República.

Mas as pesquisas proporcionaram dados interessantes. Menos da metade dos entrevistados ouviu falar do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), do qual – palavra de Lula – Dilma é a mãe. Chega-se, então, à conclusão que se trata de gravidez psicológica: 70% deste modesto “menos que a metade” não conhecem as suas obras.

As pesquisas também revelaram elevado desconhecimento a respeito do pré-sal que praticamente monopolizou o noticiário da mídia, principalmente do rádio e da tevê, veículos preferenciais das faixas da população de rendimento até dois salários mínimos onde o Governo Lula encontra seus maiores índices de aprovação.

Entretanto, o programa “Minha Casa, Minha Vida”, apesar de em nenhum momento ter ocupado as manchetes, é conhecido de parte significativa dos entrevistados da pesquisa.

A conclusão é clara: as pessoas identificam a solução de um problema vital, o da moradia, mas habitam o fosso cavado pelos chamados programas sociais, quando são meramente caritativos (ou demagógicos) e não levam a cartilha que instrui com o pão que mitiga a fome. Em vez de cidadania, o espírito de alcateia para fazer jus a uma toca e às sobras de um banquete em cujo cardápio o mensalão é o prato principal e o panetone, a sobremesa.

É a síndrome de Estocolmo aplicada à política rasteira.


Fonte: Jornal O Sul

ISTOÉ teve acesso às 69 mil páginas do processo do STF que trazem à tona novas histórias sobre o esquema de corrupção. Em uma delas aparece o coordenador de campanha de Dilma, o ex-prefeito Fernando Pimentel, como operador de remessas ilegais

Hugo Marques

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ISTOÉ teve acesso às 69 mil páginas do processo do STF que trazem à tona novas histórias sobre o esquema de corrupção. Em uma delas aparece o coordenador de campanha de Dilma, o ex-prefeito Fernando Pimentel, como operador de remessas ilegais

Hugo Marques

 

As testemunhas do caixa 2

A ação penal no STF traz depoimentos inéditos de testemunhas que comprovam definitivamente grandes movimentações de “dinheiro não contabilizado”, expressão usada pelo petista Delúbio Soares para justificar o Mensalão. Os testemunhos surpreendem, não apenas pelo seu valor jurídico, mas pela naturalidade com que os envolvidos tratam de uma questão criminal como se fosse algo rotineiro. Ex-presidente do Banco Popular do Brasil, Ivan Guimarães confirmou na Justiça Federal em São Paulo, no dia 27 de maio de 2009, que o PT movimentou dinheiro sujo. “Boa parte da crise era devido a esses empréstimos que não constaram da contabilidade, o caixa 2”, disse Guimarães, dando detalhes dos empréstimos que o PT fez no Rural e no BMG. “Tomei conhecimento destes empréstimos. Eu não me lembro o valor total, mas era algo superior a 40 milhões (de reais).” Guimarães afirmou ter participado das reuniões que escolheram a agência de Marcos Valério para trabalhar nas campanhas do Banco do Brasil, mas responsabilizou o conselho diretor e o ex-diretor Henrique Pizzolato.

Pelos depoimentos, fica evidente que práticas ilegais eram cotidianas nos escritórios dos partidos políticos. Funcionários das legendas não se constrangem ao se declarar abertamente como laranjas do esquema. Coordenadora da campanha do PP em 2004 no Paraná e secretária do ex-deputado José Janene (PP), Rosa Alice Valente confirmou à Justiça em 2009 que sua conta bancária foi utilizada pelo PP para receber dinheiro do PT nacional. O dinheiro chegava através da corretora Bônus Banval, que lavava o dinheiro do Mensalão. “O deputado me disse que foi feito um acordo entre o PT e o PP e que o Enivaldo Quadrado (então dono da Bônus Banval) iria me ligar e daí iria passar na minha conta pra mim (sic) repassar”, disse Rosa. Entre casos já conhecidos e outros só agora descobertos, as confissões surgem de todo lado. Em Alagoas, o deputado Paulo Fernando dos Santos, o Paulão (PT), revelou na Justiça ter recebido R$ 80 mil “não contabilizados” do PT. O dinheiro, segundo ele, era liberado por Delúbio Soares. Presidente do PT no Tocantins na época das fraudes, Divino Nogueira revelou que recebeu dinheiro de caixa 2 do PT nacional, enviado por Delúbio. O ex-deputado baiano Eujácio Simões, que era do extinto PL, afirmou ter recebido R$ 30 mil de caixa 2 do deputado Valdemar Costa Neto (PL-SP), um dos principais protagonistas do esquema.

 

Em alguns relatos, os detalhes são tão ricos quanto as quantias movimentadas irregularmente pelos políticos. É o caso do testemunho do empresário José Carlos Batista, sócio da Garanhuns Empreendimentos, empresa que ficou conhecida na época do Mensalão como lavanderia do Mensalão. Réu no processo, Batista decidiu contar tudo o que sabe para ser beneficiado pelo instrumento da delação premiada. Foi ouvido na condição de informante. Pela primeira vez, disse que era dono da Garanhuns apenas no papel porque, na verdade, era “laranja” do verdadeiro dono da empresa, Lúcio Funaro, amigo de Costa Neto. Batista esmiúça como entregou pessoalmente, a pedido de Funaro, quase R$ 3 milhões do esquema do PT para o deputado do PL bancar a campanha eleitoral de 2004. O dinheiro foi entregue na sede do PL em São Paulo. Eram recursos repassados a Funaro por Valério com base em um “contrato fictício” de compras de certificado de reflorestamento da Garanhuns para a SMP&B. Já se sabia que a Garanhuns fora usada por Valério para esquentar o dinheiro repassado do caixa 2 do PT para o PL. O publicitário sempre negou. Em seu depoimento, Batista não só se define como “laranja” como cria dificuldade para aqueles que querem contestar a sua versão do fato pela quantidade de informações que forneceu à Justiça. Ele cita modelos de veículos em que o dinheiro foi carregado em “caixas de papelão”, horários de voos, nomes de intermediários e destinos do dinheiro, como a cidade de Mogi das Cruzes, no interior paulista. São esses detalhes que irão influenciar o ministro relator na hora de confrontar depoimentos contraditórios.

A palavra dos presidentes

Não é comum que presidentes ou ex-presidentes da República sejam sabatinados por juízes, mas entre os novos documentos do Mensalão estão depoimentos de Fernando Henrique Cardoso e do vice-presidente José Alencar. FHC foi arrolado como testemunha de defesa do ex-deputado Roberto Jefferson e prestou um longo depoimento. Suas declarações na 2ª Vara Federal Criminal Especializada em Crimes Contra o Sistema Financeiro Nacional e Crimes de Lavagem, em São Paulo, em junho do ano passado, somam dez laudas. “O deputado Roberto Jefferson é um batalhador”, disse Fernando Henrique. “Ele é assim, por bem ou por mal ele toma a posição, ele vai em frente.” Fernando Henrique discorreu sobre as diferenças entre seu governo e o do presidente Lula e aproveitou para dar uma estocada no PT. Ele disse que o partido de Lula costuma “transformar em escândalo qualquer caso, muitas vezes sem ter sido apurado”. E acha que o ex-ministro José Dirceu e o deputado José Genoino (PT-SP) são responsáveis por “essa postura”. A provocação de FHC acabou sendo assimilada. Há poucas semanas, o chefe de gabinete da Presidência da República, Gilberto Carvalho, admitiu: “O PT nasceu questionando as instituições tradicionais, mas foi adquirindo vícios. Até o vício da corrupção, que infelizmente entrou em nosso partido.”

 

Também prestou depoimento no caso do Mensalão o vice-presidente José Alencar. Na época do escândalo, Alencar estava filiado ao PL, o partido do deputado Valdemar Costa Neto. Alencar recebeu da Justiça as perguntas por escrito e se manifestou rapidamente. Afirmou que só soube dos repasses financeiros do PT para o PL quando o ex-deputado Roberto Jefferson fez a denúncia do Mensalão. Disse que durante as negociações para a formação da chapa presidencial eleita em 2002 em nenhum momento participou de discussões envolvendo o financiamento da campanha e que nunca tratou sobre o assunto com o presidente Lula. O presidente, ao contrário de Alencar que se prontificou a colaborar com as investigações e em apenas duas semanas respondeu ao questionário, tem se esquivado de falar sobre o Mensalão. No dia 10 de agosto do ano passado, a juíza Pollyanna Kelly Martins Alves, da 12ª Vara da Justiça Federal de Brasília, enviou ofício diretamente ao Palácio do Planalto, informando que Lula está arrolado como testemunha no “processo do Mensalão”. E redigiu: “Conto com a compreensão de Vossa Excelência em colaborar com o Poder Judiciário.” A seguir, a juíza pede a Lula que “indique dia e hora que melhor lhe convier” para comparecer à Justiça, ou ainda que “manifeste interesse em encaminhar respostas por escrito, se assim lhe aprouver, observando o intervalo entre 14 de setembro de 2009 e 30 de outubro de 2009”. Já se passaram quatro meses do prazo sugerido pela juíza e Lula não se prontificou até agora a enviar as respostas, nem sequer por escrito.

O Mensalão do PT foi o primeiro a ser descoberto, em 2005, e nos últimos cinco anos vem sendo investigado. Depois dele, surgiram o Mensalão Tucano, revelado por ISTOÉ em setembro de 2007, e o Mensalão do DEM, no final de 2009. Os esquemas são semelhantes e mostram que a prática do caixa 2 e da compra de apoios políticos não é privilégio de um único partido político. Como todos têm seu mensalão, é até possível que se depender dos políticos esses crimes permaneçam impunes. A boa notícia é que o Judiciário tem dado mostras de que esse quadro poderá ganhar novas molduras. No caso do Mensalão do DEM, um governador está preso preventivamente e, se depender do potencial dos novos documentos em poder do relator Joaquim Barbosa, o STF tem elementos de sobra para não manter a impunidade no caso do Mensalão do PT, ainda que cinco anos depois.